Os 6 Elementos do Email Marketing de Sucesso


Postado por: Explay

Existem 3,5 bilhões de contas de email no mundo. São contas com fins particulares, profissionais ou mistos, que englobam 93% dos usuários da internet. Acredita-se que cada usuário tenha em média 1,6 conta de email.

Considerando tais números, o profissional de marketing não pode ignorar o potencial das ações via email. Junto com outras iniciativas de Inbound Marketing – também conhecido como marketing de conteúdo ou marketing de permissão – o email marketing traz resultados surpreendentes quando bem utilizado.

A lógica do envio de email marketing é simples: a empresa produz o conteúdo e artes do seu comunicado e os envia aos destinatários. Porém, o bom trabalho em email marketing é muito mais complexo do que parece à primeira vista. Entenda os principais elementos que envolvem esta ferramenta do marketing digital.

1. Construção de um bom banco de e-mails
A exemplo do correio tradicional, a carta precisa de um destinatário para ser enviada. E quanto mais familiar ao destinatário for o remetente, maiores as chances daquela correspondência ser lida com atenção. Portanto, nada melhor do que construir a sua própria base de e-mails. Comprar bases de terceiros, além de ser pouco confiável, pode expor a empresa a listas anti-spam, trazendo assim mais prejuízos do que benefícios.

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2. CRM – criação e identificação de perfis
As técnicas de CRM – Customer Relationship Management – são fundamentais para um bom trabalho de email marketing. Através destas técnicas a empresa identifica nichos específicos do seu público e assim cria comunicados de alta relevância para os indivíduos cadastrados. Imaginemos, por exemplo, um comprador do site Submarino.com (cito tal exemplo por ser um site com grande variedade de produtos) com as seguintes características: compra livros técnicos da área de administração e negócios com alta frequência – pelo menos dois títulos por mês; Também, compra computadores ao ritmo de quatro unidades por ano; Não compra outros produtos pelo site. Com base nestas informações, pode-se deduzir que: (1) ele confia no site, afinal, tem alta recorrência de compra; (2) tem foco em produtos das áreas citadas – informática e livros da área de gestão/administração/marketing; (3) parece focar suas compras online em produtos destinados ao seu universo profissional; (4) apresenta boas chances de ser um comprador de produtos “impessoais” – afinal, livros e computadores são iguais em todas as lojas, ao passo que sapatos, perfumes e outros exigem análises mais pessoais. Estas quatro simples observações encaixam – ou não – aquele consumidor em determinados perfis criados pelo CRM do Submarino. Assim, os responsáveis pela comunicação online do site saberão o que é interessante para aquele consumidor, criando então peças de comunicação específicas para diferentes grupos de clientes e prospects. O resultado é bom para todos – o cliente passa a se interessar pelos e-mails do Submarino.com (afinal, eles “milagrosamente” parecem ler seus pensamentos) e a empresa sabe mais sobre o cliente a cada disparo e compra realizada. Destaco que o exemplo aqui apresentado é meramente ilustrativo, vez que um bom trabalho em CRM leva em consideração fatores geográficos, de gênero, idade, classe social e outros a depender do ramo de atividade e objetivo da empresa.

3. Entender o público
Os conhecimentos originados via CRM oferecem indicações importantes para o marketing de conteúdo e email marketing. Essa compreensão do público é capaz não só de informar quais produtos ou serviços tendem a agradar cada subgrupo dentre os clientes, quanto também de indicar a melhor linguagem a ser utilizada para conquistá-los, entre outras preferências. É fundamental conhecer a fundo o público para poder agradá-lo. Seus diferentes perfis, preferências e objetivos são capazes de guiar uma empresa à excelência em conteúdos e nos objetivos dos 4 Es do marketing digital – Experiência, Onipresença, Trocas e Evangelização.

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4. Boa Geração de conteúdos – pesquisa e criatividade
E sobre o que falar? Aí entra o trabalho de pesquisa e criação. Ter boas fontes de inspiração é o que alimenta o processo criativo. Acompanhar novidades através de blogs, revistas e sites do segmento trazem ótimos resultados. Também, ter as chamadas “ideias de gaveta” é de grande valia para quem precisa gerar conteúdos com frequência. Por isso, sempre anote suas ideias e insights e os deixe reservados para uso futuro. Quando menos se espera, aquele conteúdo encaixa como uma luva no seu novo email marketing.

5. Títulos atraentes
Segundo o Marketing Strategy Headquarters, 33% das pessoas abrem – ou não – um email com base no seu título. O índice de sucesso sobe para 58% quando o título tem menos de 10 caracteres. E, quando o nome do destinatário aparece no assunto, mais 22% de abertura é auferida. Além destes cuidados, é importante evitar termos imperativos – Compre! Faça! – vez que são comumente barrados pelas ferramentas anti-spam. O ideal é testar o seu trabalho através de uma ferramentas anti-spam. Uma boa alternativa é o MailPro.

6. Ferramentas de envio, relatórios e outras questões técnicas
Você já se atentou aos passos citados neste breve artigo. Organizou, segmentou, compreendeu, pesquisou e escreveu. Ótimo. Agora é hora de enviar o trabalho realizado com tanto capricho para o seu púbico. Mas como o fazer?
Softwares locais como o Outlook ou Mail não são preparados para envio de email marketing. Ferramentas de webmail, como o Gmail ou Hotmail, muito menos. Portanto, é necessária a contratação de ferramenta profissional de envio de email marketing para o sucesso de sua campanha. Minha preferida é o MailChimp. Ele conta com recursos que economizam tempo e oferecem alta qualidade para o trabalho como um todo. Ele permite a criação de grupos, templates personalizados, relatórios de envio, aberturas, cliques e outros. O MailChimp oferece uma versão de entrada, sem custos. Vale a pena experimentar.

Desejo então bons textos, ótimos envios e muito sucesso na construção de sua história com o público. Na era da internet colaborativa, a venda é uma consequência da afinidade entre empresa e consumidor. A fidelidade não se compra mais, ela se constrói através do legítimo interesse que as partes têm na colaboração mútua.